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segunda-feira, 21 de abril de 2008

Poema II

O Puré do Sono



Durante o dia não existo à noite
procuro dormir.

Tocaram os sinais em Condeixa, o Pai
argilou o organismo
o filho disse à mãe
refesca
a erva

Durante o dia não existo à noite
procuro dormir.

O Pássaro sem ninho senão o pássaro

Tirava Um
passe para um busKeaton
outro para a sementeira
do lixo

para o desfalquelore
proporciona aos raios um destino pessoal


Durante o dia não existo à noite
procuro dormir.

Alberto Augusto Miranda

sexta-feira, 18 de abril de 2008

POEMA I

ABRIL E NOVEMBRO

À boca de Novembro e com Abril
tanto dentro da boca!

Resta Novembro à esquina
de cada tropeção dado em Abril.

E as águas que caíram por Abril
em Novembro se irão.

Se irarão os fumos de Novembro
se Abril ainda abrir?

Coisas, de Novembro e ossos frios
e Abril de memória.

Coágulos do tempo:
em Novembro me lembro sobre Abril.

A. M. Pires Cabral (Portugal)